quarta-feira, março 17

Ato III- O Salto

O que é o amor? Amor é se abrir para o outro, um movimento quase estúpido, um movimento de total penetração no sentido de que você se deixa ser buscado pelo outro, e ao se explicar para uma nova pessoa, você se entende cada vez melhor.
Mas O que o salto tem a ver com isso?Imagine duas pessoas, uma em cada altura, em sua próprio nível de pensamento (chamaremos assim). A altura que separa os dois é meramente ilusória mas suponhamos que seja quase um abismo, depois de tanta imaginação vamos a ação, um dos dois pula de braços e pernas esticados, como em um abraço para o outro segurar.
O salto é uma metáfora de fragilidade, mesmo se tendo a sensação de que se voa por um momento, aquela sensação maravilhosa de que tudo esta bem, que tudo é perfeito e não importa o errado apenas o certo, aquela frágil sensação.
A frágil sensação pode ser tirada com apenas um fato, o chão, o desapontamento, a felicidade tem fim, tristeza não. Mas os seres humanos não se cansam de tentar, pulando de penhascos estúpidamente gigantes, para a morte certa para se despedaçar em 300 pedaços apenas pela sensação passageira de que se pode voar.
O amor é tão simples mas tão desumano as vezes que causa medo do salto. Mas é necessário...?
Ah,o salto. As vezes tão curto mas tão dolorido, as vezes tão longo mas quando o chão inevitável chega,estes longos costumam ser os mais dolorosos...Um péssimo e o outro pior.O chão não é terrível, caído você tem novamente o contato com o real e percebe coisas que precisa para que o próximo salto seja melhor
Um amor nunca é igual o outro, assim como os saltos, costumam ser mais longos cada vez.
Pena que isso me mostre que com o tempo o chão começa a demorar cada vez mais pra vir mas acaba machucando mais do que ensinando.


Depois disso o resto é historia,no final uma cortina vermelha de veludo cai e tudo continua como se nada tivesse acontecido.

E termina mais um ato, um grande abraço.
Rafael

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