quinta-feira, agosto 26

Ato IV - A loucura

"Enquanto torço meus neuronios por uma resposta, busco dentro de mim algo que não encontro.As paredes dessa jaula irão rever  minha insanidade, gritarei mentalmente para que se escute o eco de meus pensamentos em minha voz, a loucura é constantemente mutável, mudando a cada situação apenas pra permanecer viva.
Nos ombros carrego o peso de minha vontade e as mágoas que me atormentam, de toda essa brilhante escuridão existe força pra seguir adiante?Sim, sempre existe força tem que existir um pouco mais certo?
Nessas frases que profecio o que para muitos é uma loucura, mas para mim é a realidade, envolto em fantasias doidas e devaneios sem sentido, do fundo do meu ser existe apenas uma verdade que o tempo não apagará.
E se lhe importas apenas que me cale, me calarei e não serei mais um problema, apenas a sua solução.Se isso lhe dará calma."
Disse o interno do manicomio um dia para o guarda ao agarrar-lhe o braço, eu vi com esses olhos, e juro que tentei entender o porque, mas depois daquilo ele nunca mais falou, se comportava normalmente, comia bem, fazia exercicios.Nem mais sinais de esquizofrenia apresentou, suponho que apenas se cansou de sua realidade, deve ter esquecido o prazer em ser o que era, se havia prazer, se não havia...
O que nos preocupou quanto a sanidade dele, mas depois me preocupei com a minha...

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