quinta-feira, setembro 30

Devaneio

Se a vida fosse prosa, coitado de seu narrador.

domingo, setembro 26

Insegurança

Insegurança de amar, de viver,
Insegurança de pensar e de ser,
Medo de ser manipulado,
Apenas para não admitir estar errado,
Inocência ou falta de coerência,
Se aprende apenas com a vivência,
Que as vezes, é melhor arriscar
Do que a si mesmo, enganar.

Pulsos

Batem forte os corações
Dos que vivem aos tropeções
Dos que julgam pela mão,
Dos que ferem em vão,
Dos que pensam em botões,
Dos presos de suas prisões.

sábado, setembro 25

Uma mulher

Fecho os olhos,e com as mão sinto o cabelo macio e levemente bagunçado, desenho com as pontas de meus dedos os seus limites, tracejando o contorno alvo de sua existência, brincando com até onde vai aquele corpo quente.
Sorrio e sinto sua boca me beijando levemente meus lábios, depois sinto seu rosto delicado deitado em meu peito e seus cabelos longos me fazendo carinho involuntariamente junto de seus movimentos, que tentam  se aconchegar em mim.
Abro os olhos e podia jurar, mas não.Não estava lá, apenas não estava, me virei e fechei os olhos, senti seu corpo se apertando contra o meu, mas impaciente, dormi.
Depois disso o resto é resto,no final uma cortina vermelha de veludo cai e tudo continua como se nada tivesse acontecido.

sexta-feira, setembro 24

Salve Sol

Salve,sol!
Saudações grande pai de fogo
Saudações carinhosa mãe terra
Saudações brilhosa lua.
Salve o mundo de hoje, salve o boiadeiro.
Salve a fração de segundos do agora.
Salve você!

segunda-feira, setembro 20

O brilho

O brilho de uma lampâda fosforescente,
O brilho de uma moça sorridente,
O brilho do por do sol no oriente,
O que era mesmo que brilha?
O brilho escaldante do sol do meio dia
O sol em toda sua nobre exuberância,
O sol que queima tudo com sua mania,
Não,era outro brilho,mais inocente
O leve e gentil broto de uma semente,
Os ensinamentos de cigano vidente,
O comfortante brilho de um sol nascente.
Sim, era esse brilho, é claro.



Enquanto

O tempo passa,
O paciente espera,
O rico gasta,
Enquanto o tempo passa,
O imperador impera,
E o palhaço faz graça.

segunda-feira, setembro 13

A Grande piada.

[Um homem entra no consultório muito triste e confessa estar deprimido...]
O que representa o riso?O riso é a forma mais simples e sincera de se manifestar felicidade, do riso vem muita coisa, vem a sensação de se estar a vontade, aquela memória de um riso inocente da criança e é desse contato com a criança interior que nasce o palhaço.
O palhaço é apenas uma pessoa com uma mascara vermelha no nariz, mas ao mesmo tempo é tão diferente do usual tão distante do cotidiano, que é risível a chance de que ele conseguisse se adaptar a um mundo como o nosso.O arlequim é o exagero do cômico, beira o chato, mas ao mesmo tempo é impossível gritar com um palhaço enquanto ele faz uma brincadeira, seja qual for.
Além de tudo o bufão é uma criança, é um adulto que finge ser criança e que para isso toma da platéia toda a atenção fazendo do Riso uma onda que passa por todos banhando-os com felicidade e descontração.
O mascarado mostra pro mundo aquilo que o ator de dentro dele gostaria de mostrar, ou seja é a crítica ao cotidiano, ao porque das coisas serem como são, o bufão não é só aquele que ri de tudo, é o que faz os outros rirem,rirem da situação ou do ridículo, afinal uma pessoa se dignando a usar um traje muito fora do padrão, absurdamente exclamativo, fazendo diversas coisas sem sentido apenas para a diversão alheia.
Os zombeteiros são tão importantes no nosso mundo, que até em hospitais eles criam uma mística dos doutores da alegria, é provado que ao esquecerem suas enfermidades os doentes se recuperam mais rápido, seja por auto sugestão ou não, o efeito placebo sempre foi funcional.
O folião é uma pessoa que percebe que o ridículo não existe, e que mostra para os outros para que também possam entender que todos somos palhaços, afinal os que presenciam a cena sabem que dentro da fantasia existe uma pessoa que talvez não tenha nada a ver com aquela forma cômica, por assim dizer e portanto aprendem que não existe mal nenhum no que antes era quase impensável.
[...e o médico respondeu: "Já sei o que pode fazer, tire um dia de folga, e vá até o circo da cidade, lá tem um palhaço chamado Pagliacci, o maior palhaço do mundo, ele o fará rir com certeza!", exclamou o médico convicto, então o paciente respondeu com um pesar na voz: "Mas doutor, eu sou o pagliacci...]

Depois disso, ótima piada todos riem.