segunda-feira, dezembro 20

formspring.me

Ask me anything http://formspring.me/rafaelbribeiro

Problema

Faça aquilo, esqueça disso
É só da sua cabeça
Não existe mais caniço
É melhor que esqueça
Antes que se roa por isso

Cabeça

Uma lembrança morta
Um sentimento que não some
Uma rua torta
Um arrependimento que nunca dorme
Uma voz que me corta
Um sossego que não volta

O que quer comigo?

Se não se interessas pelo que digo
E nem me interessas o que diz
Cuide de seu próprio umbigo
Que eu cuido do meu nariz

Insônia

Enquanto os outros dormem, eu lembro
Enquanto os outros sonham, eu queimo
Em um inferno particular que não passa o tempo
Não por vontade mas porque eu teimo
Em não pregar os olhos por causa do sereno

Depressão

O rio de lágrimas secou a muitos anos
Hoje naquela seca depressão
Não corre nada se não danos
Ou será apenas impressão?

Cuspe pra cima

Roleta russa, cuspe pra cima
Das duas uma
Ou te ferra ou apenas cria clima
No pior caso menos uma.

Lembrança morta

Aqui jaz um momento
Ficarei em silêncio pelo finado
Que em seu movimento
Já passou e é passado
Cai na folha como argumento
Queria eu ter enterrado
Mas no fundo é sentimento
Acelero pela estrada
Agora não tenho mais nada
Fitando o retrovisor vejo
Ficaram dois amigos além
De um passado lá pra trás

A vida boêmia

A vida é justa porque todos morrem
Ainda bem que ninguém é imortal
E a felicidade dos que bebem
É só um porre no final
O que merece, não tem
O que enriquece, não faz
Se esquece com desdém
Mas no fim tanto faz

Aquele (a)

Se me bastasse um dia
Não teria uma vida toda
Se apenas sorria
É porque não esta pronta

A verdade

O que antes era cruel
Hoje é coitado
O que antes era fel
Me enoja de tão melado

Motivos

Só queria um motivo
Pra fingir ser emotivo
E poder fazer o que quero
Sem preocupar com o erro

Poemas de amor

Amor de família, amor de namorada
Amor daquilo que não pede nada
Só queria saber o que é amor
Se não a fuga de qualquer dor

Animal

Como um animal preso entre quatro paredes
Sinto dentro de mim uma raiva crescendo
Me isolo dentro de mim mesmo com medo
De causar tanto mal quanto a mim foi causado
Quem sabe um dia meu coração entende
O que até hoje eu não entendo.

domingo, dezembro 19

Só não desista

Vamos nao desanime
Desanimar é um crime
Não chore nem se vitime
Pois a vida é bela minha cara
E a vida é cara minha bela
só nao esqueça sua tara
e nem se cegue por ela

Duiu

De toda a essência
Cresce uma experiência
De toda amizade
Cresce uma felicidade
De toda frase
Nasce uma crase
Se todos fossemos iguais
Seriamos todos banais

quinta-feira, dezembro 16

Escolha

Escolha aquilo que te faz feliz
Ignore o fantasma que te assombra
Queira aquilo que agrade seu nariz
Sem ignorar aquilo que diz a sua sombra
Felicidade é conseguida por um triz
Mesmo que sua vida seja o que te cobra
Nunca deixe morrer essa força motriz
Que cria, que faz, que se desdobra

quarta-feira, dezembro 15

Crença sólida

Não existe nada pra temer se não aquilo que você imaginar que te da medo, você é seu próprio deus. Você é seu próprio diabo. Cultue sua vida, e verá frutos. Cultue outra vida, e terá de esperá-la. Seja qual e como for, faça agora aquilo que sente vontade, e seja livre em todos os sentidos. Que a resposta pra pergunta de "se existe" não cabe a nós entender, se coubesse, já haveríamos encontrado a muito tempo. Se existe, ele é misericordioso e perdoará os medíocres humanos que somos. Então porque temer o inferno? Se este medo nada mais é que o medo disfarçado da morte.

Quando o sol nascer

Quando o sol nascer...
De todos meus problemas
Vou conseguir esquecer
Sem criar dilemas
Eu vou conseguir viver

segunda-feira, dezembro 13

E quem disse?

E quem disse que eu quero ser escritor?
E quem disse que eu quero sentir essa dor?
E quem disse que a vida  é pros fracos?
E quem disse que não quero juntar meus cacos?
E quem disse...

Sensação

Golpe de sorte
Do que vê a morte
Entende que a vida
É pra ser sentida

Telepatia

Eu escrevo daqui.
Você analisa,
Entende e frisa.

Novo dia

Amanhece um novo dia
Nesta cidade fria
Da garoa de ironia
E de muita quase-família

domingo, dezembro 12

Astrologia

Astro no mia,
porque não é gato.
Astro no guia,
porque não foi pago!
Se consigo é porque quero,
não paro nem considero.
As vezes eu erro
mas sempre com muito esmero.

Namasté

Se posso eu,
pode você.

O gigante

Era um gigante contente
Até que percebeu que toda sua gente
Estava encima de um planeta somente
E estavam em guerra constantemente
E ainda perguntam vigorosamente
Porque que o gigante não está sorridente!

O velho bode

  Acordei em meu quarto, vi o teto familiar, olhei o relógio e estava atrasado para o trabalho, levantei da cama e fui tomar banho, me aprontei rapidamente, enfiei um pão na boca e saí apressadamente de casa, depois de trancá-la.
  Saí pelas ruas estreitas da cidade cinza e sem natureza, com suas repetitivas árvores públicas e as ruas parecidas, até que em uma ruazinha, diria um beco, eu vi um bode. Eu tinha certeza de que era um bode! Tinha um quê estranho nele, parecia que me perturbava, mas o cheiro de podre me sufocava, ele me olhava diretamente nos olhos e de repente saiu em disparada.
  Não tive dúvida alguma, corri atrás dele, esqueci-me completamente do que estava fazendo, simplesmente me entreguei a procura daquele peculiar animal. Depois de correr algum tempo, por alguns becos estreitos aonde mal conseguia passar de tão estreitos, eu consegui alcançá-lo em um canto escuro e com um cheiro forte de podre, onde ele entrou em um buraco e sumiu.
  Já tinha ido tão longe que não ia desistir ali, por isso eu entrei no buraco, não sabia se me arrependeria disso, mas com toda certeza não iria deixar aquele bode fugir assim, o buraco era escuro e muito pequeno, me apertei dentro dele e acabei machucando os ombros e as costas. Depois de engatinhar como um bebê pela pequena toca, finalmente cheguei a um lugar aonde a altura era suficiente pra que eu tentasse rastejar pouco menos deitado, mas era escuro demais para enxergar.
  O buraco ia aumentando em diâmetro conforme ia me afundando. Não sei quanto tempo se passou lá dentro, mas minha roupa já estava rasgada e meus braços cansados. Finalmente cheguei a uma parte em que eu podia andar ereto, com certa dificuldade meio abaixado. Logo peguei a prática de andar por aqueles túneis estranhos. Até que andei totalmente ereto.  Comecei a correr o mais rápido que pude, e aprendi a fazê-lo sem olhar para onde ia, já que ainda estava basicamente cego pela escuridão do buraco.
  Corri até meus pulmões cansarem até que parei para respirar, o túnel era úmido e o cheiro de enxofre ficava mais forte, quase nauseante. Não podia voltar nem ficar parado, por isso continuei em frente até ver uma luz ao longe, um clarão muito forte. Tampei a luz com a mão porque me doíam os olhos, depois de tanto tempo em meio as trevas. No que olhei para aonde estava indo me dei conta de que o chão era feito de mármore.
  Era um corredor de mármore, bem iluminado por candelabros, o cheiro havia sumido e as paredes eram repletas de quadros de pessoas que desconheço. Olhei-me e estava vestindo formalmente- não sei como me troquei. No final tinha uma porta. Fui até ela com pressa. Agora estava trajado a rigor então não poderia correr. Eu não podia perder tempo, me apressei em entrar na sala que estava atrás dessa porta.
  Uma grande sala com as paredes de madeira. Havia muitos arquivos naquela sala,  parecia algum tipo de escritório, mas era um pouco escuro. O cheiro do bode se espalhava por todo o lugar. O bode estava sentado atrás de uma mesa, em uma luxuosa e enorme cadeira. O chão era feito de longas tábuas de madeira e as tábuas que ficavam entre a porta e a mesa eram vermelhas. A única luz que eu via era a da janela detrás do bode e isso dava a ele um aspecto sombrio, seus chifres faziam sombra até meus pés, seus cascos batiam apressados no chão fazendo um estrondo rítmico, no meio da sala.
  Havia uma mesa em sua frente, com duas cadeiras. Ele estava diferente, se parecia com uma enorme pessoa metade bode. O tronco humanóide vestia um terno listrado, sua outra parte eram pernas de bode compridas. Sentei-me na esquerda e ele me fitava calado, mas com um ar nervoso ele abriu um sorriso sinistro e disse com sua voz grossa:
 -O que você quer comigo?
  Eu engoli seco e respondi:
-Quero saber quem é você
  Ele disse:
-Sou o guardião
-Do que?
  Ele riu em um tom estranho, colocou a mão peluda debaixo da mesa e pegou um charuto, riscou um palito de fósforo e logo a sala toda estava impregnada com aquele cheiro de tabaco. Perguntou-me:
-O que você quer tanto comigo que me persegue? -com sua voz estranha e assoprou fumaça do charuto na minha cara olhando fundo nos meus olhos, cortando minha alma com aqueles olhos redondos.
-O que você guarda?- Tossi nervoso
  Ele bateu o charuto encima de um adorno na mesa escrito "Conhecimento", e não disse mais nada. Perguntei novamente, ele riu e disse sem pestanejar:
-Se você não entendeu da primeira vez, é porque é tolo- riu novamente de mim.
 Cansei-me daquilo e olhei bem para seus olhos e disse:
-Não preciso de você seu bode velho! Se já me disse tudo que havia para dizer é porque não tem nada pra me ensinar e isso tudo foi uma imensa perda de tempo. Farei com que eu sei muito melhor!
  Levantei e fui-me rumo à porta, o bode apagou o charuto na mesa com força e se levantou abruptamente, no mesmo momento em que toquei a maçaneta, ele me disse firme:
 -Nesse caso sente que precisamos conversar.
  Voltei e sentei-me novamente na cadeira, ele me olhou de alto à baixo e rosnou um resto de fumaça dos seus pulmões e disse:
-A arrogância não lhe ajudará em nada.
-Colherei aquilo que plantar e você não pode me ajudar calado.
 Ele pegou um fruto de dentro da gaveta, colocou encima da mesa, olhou para mim fixamente e disse em um tom mais ameno, mas ainda firme:
 -Se eu pudesse lhe ensinar, você iria realmente querer aprender?
  Empurrou o fruto para minha direção, eu olhei para aquilo, mas não conseguia ver direito o que era. A sombra do enorme caprino cobria toda a mesa. Ele completou dizendo:
-Não há volta. Se você realmente quer aquilo que eu guardo, coma essa fruta.
  Peguei-a e apalpei gentilmente, parecia uma ameixa, talvez um pêssego. Engoli seco. Estava com fome com todo aquele esforço. Dei a primeira dentada na fruta, ele começou a gargalhar. Sua risada começou a entrar em mim e a me deixar confuso e tonto. Fechei os olhos e tampei os ouvidos, aquilo tudo me doía e sem força para respirar.Sua risada me apertava. Ela entrava em meus ouvidos como se fossem agulhas e a dor logo tomou lugar do medo. O som se afastava lentamente, foi se tornando irreconhecível, até que parecia uma sirene. Acordei assustado, com a respiração rápida. Abri os olhos. Vi o teto familiar. Era meu quarto. Olhei para o lado e para o relógio. Estava atrasado para o trabalho.

sábado, dezembro 11

O destino

O destino colocou duas línguas afiadas,
Em nossas bocas caladas.
Entendemos sem usa-las,
Porque se não, iriam arranca-las.

O bigode

Lembro-me apenas de seu bigode,
Das fotos antigas de Leminski
Que se não fosse um bode,
Beberia um copo de whisky.

Movimento

Criatividade, momento
Movimento
Crio agora, no relento.

Vida urbana

Minhas preocupações díárias, meu trabalho.
Penso no meu salário, caralho.
Ouço ao longe uma ambulância
E lembro de um amigo que se foi,
Uma dose de Domus.
Privada, cabeça desesperada.
Se não fosse o Cronos,
Pra curar essas mentes cansadas.

O que é tatuagem?

O que se entende por tatuagem, é uma homenagem à imagem tatuada no corpo por algum motivo,então é uma maneira de demonstrar ao mundo como uma manifestação de algum sentimento interno para com aquela imagem.
Então um símbolo que fosse tatuado,seria com a intenção de fazer com que o corpo fosse protegido pela tatuagem com tal poder. Tatuagens religiosas são frequentes exatamente por isso. Nomes e imagens também são utilizadas para fins mais fúteis como o mero embelezamento de pele.
Quando usadas apenas pra atrair parceiros, são péssimas opções.Já que ficará ligada a tatuagem toda a experiência que será passada com estes. Salvo exceções de tatuagens e laços que duram o mesmo tempo, sem a utilização de métodos modernos de remoção altamente caros e tão dolorosos quanto o processo de tatuação.

Aí sim, cai uma cortina vermelha, e tudo continua....

A consciencia

Outro dia percebi um camarada,
que me disse algo em português,
"Eu nunca morro nessa vida,
Eu só perco a consciência,e acordo depois de 'uns' mês"

Auto-antropo-tabagofagismo

Fumo a mim mesmo,pelo cigarro.
Acho feio,acho graça,
tusso com o mesmo pigarro.
Vicio bobo de fumar.
Aquela vontade que nunca vai se acabar.

Quantos poemas?

E se um dia eu escrevesse
Mas nao tivesse ninguem pra ler
De que serviria, se não houvesse
Uma alma pra me compreender
Quantos poemas cabem em mim?
Mas antes quantos cabem em você?

Se houvesse motivo

Se houvesse motivo
Eu escreveria
Não um poema emotivo
Mas a cidade cobrira
Isso se houvesse motivo
Mas como não tem,
Só essas linhas me convém
Depois,uma cortina vermelha de veludo cai e tudo continua como se nada tivesse acontecido.

Nova era

Assisto mais um por do sol por uma janela fechada.
A espera de uma nova alvorada.
A espera de uma diva,
Que me traga a luz dourada.

Depois,uma cortina vermelha de veludo cai e tudo continua como se nada tivesse acontecido.

In'gri-shi

I hear voices
inside my head
I hear voices
and they are bad
I hear voices
and they drive me mad.

sexta-feira, dezembro 10

quinta-feira, dezembro 9

Pessoas

Se eu fosse outra pessoa,
Seria diferente, não faria o que Faria faria,
Ah se fosse outra pessoa.
Seria engraçado se eu fosse,
Porque eu não sei se fui ou se seria.


Depois,uma cortina vermelha de veludo cai e tudo continua como se nada tivesse acontecido.

terça-feira, dezembro 7

Ó lua

Se ao menos a lua ouvisse minha súplica
E mandasse pra mim o que peço
Pois ela é a única
Que ouve meu verso.

quarta-feira, dezembro 1

Oração a si

Que a justiça seja feita
e a sincera desculpa aceita.
Não cairei em tentações,
nem atacarei em insinuações.
Livrarei todo o mal do mundo,
não me tornarei um ser imundo.
Que não me fuja a razão,
que eu não esqueça de pedir perdão
Não me tornarei um pesar,
minhas chances não vou disperdiçar,
que a ansiedade não me tire a calma.
Limparei a minha alma,
para que o mundo não me feche as portas,
Não andarei em linhas tortas,
Que seja assim,
Amim