segunda-feira, fevereiro 7

Pesadelo

Lembro daquele dia,
Em que sonhar não podia
Sonhos eram inocentes e doídos
Tudo acabava em ossos moídos

Queria saber o que passava
Em sua cabeça naqueles tempos
Que sempre me atacava
Agressivamente com seus membros

Um nariz quebrado
Um tempo: Passado
Preso em um momento
Sem palavras redento

Mas não se foi o assim
Tiveste que errar indireto
Crime sem castigo à mim
Culpado sou eu indiscreto

Acusando sem provas
Culpado de sinceridade
Jogado em covas
De irrealidade

Meu caro, espero que durma
Mas no fundo da minha forma
Desejo vida longa à ti, caro amigo
Que a vida é seu pior castigo

Não esqueça do passado
Que eu não me esquecerei
Porque nele estamos ligados
E lembra-lo eu hei, eu hei!

Boa sorte, boa vida
Que me foi muito sofrida
Durante anos imparáveis
Erros eternos irreparáveis

Errei, errou, erramos
Somos apenas fruto disso
Serei, será, seramos
Sempre. Eis meu compromisso

Queria saber o que você tem a dizer.
O sangue que se pôs a correr
Nada me repararia
Naquele nojento dia

Como eu queria mentir
Mas não posso não
Você bem que sabe fingir
Mas eu não.

Só queria que visse
Pra que na minha pele sentisse
Do jeito que eu vi
Aqueles anos que senti

Não sei se é muito ou pouco
Não sei se é pouco ou menos
Se estou mudo ou rouco
Se como uvas ou feno.

Se houvesse um motivo,
Se eu fosse emotivo
Se você entendesse
Se eu me abrisse

Se fizesse sentido
Se não estivesse vivo
Só queria dizer
Que você podia ter morrido.

E eu também.

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