sábado, maio 7

Amaveis Netos

É apenas com os olhos abertos
que é possível ver a luz
Não que eu quisesse,
mas eu não consigo decidir

Entre os vermes e os netos,
ver nascer dois olhos azuis.
Não que eu pudesse
simplesmente exprimir.

Toda uma questão e,
quebrar estes tabus,
linhas de sal e peste
que mal estão a existir.

Não que seja possível ver os netos
com os seus olhos azuis.
Sem ao menos que lembrasse
de minha filha a parir.

Meus netos são Robertos
De Bento e Cruz,
que caso se lembrassem,
nós iriamos nos reunir.

Mas por algum fato
que me escapa à luz
da razão, eles se esquecem
e não vem aqui.

Os vermes são meus netos!
Que sugam de meu sangue o pus,
e se eles não me agradecem,
é o seu orgulho a luzir.

Ainda não sabem, os espertos,
que neste mundo eu lhes pus
O quanto me devem.
Quero ver depois que eu partir.

Queria ver as reações dos vermes funéreos,
vestindo os meus olhos azuis,
se então eu quisesse
levantar e ressurgir.

Só para ver como estariam os restos
daquele mundo que eu os impus,
e que ingratamente eles
brincaram de eu não existir.

Não que sejam vermes os meus netos,
não é justo comparar isto que eu expus.
Não merecem tamanho estresse,
os vermes não estão a me ferir.

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