sábado, junho 25

Promessas

Pois prometo não concordar,
nem comigo!
Prometo que não escreverei versos,
e sim palavras. 
Prometo principalmente 
fugir da poesia. 
Fugir como o diabo da cruz.


Dê-me cerveja, pois quero
esquecer da minha máscara,
quero esquecer do meu rosto.


Dê-me cigarros, entupindo-me 
de fumaça e veneno
estarei feliz, e sobretudo quieto. 


Principalmente, calado. 
Sem um verso, nada. 
Quero a palavra parada.
Quero o silêncio, de som e mente.

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