terça-feira, julho 19

Memórias cinzas

Um cigarro,
uma ideia,
tão pouco
quase nada.

Um trago,
eu trago
o mundo todo,
tão pouco.

Um cinzeiro
de memórias
que desaparecem
ao soprar do vento.

Mais um cigarro,
mais uma ideia,
um pouco mais
de tão pouco.

Queria um copo,
uma dose,
uma garrafa.
De que?
De água?
Pra que?
Sem motivo,
vou acender mais um cigarro.

Mais um pouco
de nada,
tudo que me faz falta,
quase nada.
Um cigarro,
uma lembrança,
um dia,
uma vida toda,
uma vida à toa.

Tão pouco,
um cigarro,
tudo que há
para ser dito
no silêncio
eloquente
da noite muda.

Muda a noite,
eu não mudo,
o tempo passando,
e meu cigarro queimando,
queimando memórias
jogadas junto às cinzas
no meu cinzeiro.

O cinzeiro está cheio
e lembranças transbordam.
Não podendo ser jogadas fora
somente volta à minha memória.

4 comentários:

  1. Feito por mim e http://projetoarteficio.blogspot.com/

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  2. e todos viraremos pó, não é? façamos cinzas!
    beijo

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  3. Sinto tua falta, Pierrô. De verdade.
    Obrigada pelo comentário, também não vejo mais essa tal "humanidade" nas pessoas. Em nada.

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