domingo, julho 3

Sob um cachecol e um gorro,
escondo meu rosto.
Culpo o frio.

Sob regras de conduta,
escondo meus modos
Culpo os outros.

Sob uma pele intransponível,
escondo-me por inteiro
Culpo a vida.

3 comentários:

  1. Sempre há o que se culpar, enquanto estendemos os receios para debaixo das cobertas.

    Muito bom poema!

    Beijo.

    ResponderExcluir
  2. Ah, se a culpa fosse apenas algo para se distribuir...

    ResponderExcluir
  3. Culpa do vento que cuspiu uma ideia quando saí sem guarda-chuva pra rua, e garoava. Você viu? Quando passei por aqui, já era um rio. Despencava...

    ResponderExcluir