sábado, setembro 3


As luzes anêmicas clareiam
As dúvidas desse quarteirão.
Os passos leves marcam a rua.
Não existe nada no mundo
Mais revigorante
Do que um passeio solitário.
Algo me prende nesses pensamentos.
Os pensamentos estão pesados
Como caminhões lotados de qualquer coisa.
Eu sou um caminhão.
Preciso de diesel,
Mas não exisem postos.
As sombras das pessoas crescem ao meu redor,
Depois somem embaixo delas.
Deve haver uma resposta,
Para uma pergunta que não sei qual é.
Então os neons brilharam em cima de mim,
E iluminaram o meu caminho com suas cores.
Uma série de sinais vermelhos
Esclareceram-se em verdes passagens,
Os carros pararam,
E eu passei.
Não sei qual é a pergunta,
Então ela não existe.

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