domingo, outubro 2

Omniverso

Eu olho para o céu.
Ele é tão antigo...
Suas barbas brancas
Flutuam como nuvens.

Olho para os prédios.
São imponentes e duros.
Como seus corações de pedra,
Que bombeiam eletrecidade.

Olho para mim.
E me vejo.
Mas sou apenas passageiro
Neste ônibus cósmico dos tempos.

O céu novamente.
Quantas gerações olharam para ele?
Quantas olharão?
Mesmo assim, ele está fadado ao fim.

Os prédios frágeis estão pendurados no planeta,
Que com um espasmo muscular
Colocaria-os todos no chão.

E eu...

Eu, os prédios e o céu,
Um dia não seremos mais
Que lembranças remotas na memória do Universo.

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