sexta-feira, maio 4

Um sorriso.


Por falta de coragem eu me arrasto pelos minutos
Como quem rasteja até a privada e vomita o mundo.

Se o senhor, ou a senhora, me permite, é claro.
Vou ali regurgitar todas os sapos que engoli para não exigir o silêncio.
Com um argumento falacioso qualquer,
Só pelo prazer de degustar a apatia:
Não me importo.
Não faço questão de transparecer isso.
Apenas sorrio e concordo.

Tem toda a razão, senhor(a).
Não devo ser tão pessimista.
A vida é boa.
Bela. Bonita. Digna. Justa.
Com certeza.
Eu não diria melhor.

Só tem uma perninha saltando pela minha boca:
O problema é chamar isso que a gente vive de vida.

(Para Lucas Ribeiro)

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